Refúgio Tropical Pousada & Flats - Paraty, Rio de Janeiro, 23970-000, Brasil

Conheça Paraty

História

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Paraty origina-se de um povoamento português junto a uma aldeia dos índios Goianá, por volta do final do Século XVII. Não se tem conhecimento de algum documento que indique a data de sua fundação. A primeira referência a Paraty é de 1596, com a expedição de Martim Correa de Sá, que utilizou a trilha dos índios para subir a Serra do Mar. O local tornou-se então ponto de entrada e passagem obrigatória para os que buscavam o interior. O primeiro povoado foi no Morro do Forte, mudando-se para a sua atual localização com a doação de Maria Jácome de Mello de parte de sua sesmaria, com a exigência de que se construísse uma capela para Nossa Senhora dos Remédios.

Inicialmente distrito da Vila de N. S. da Conceição de Ilha Grande, o povoado foi emancipado por uma Carta Régia de 1667, sendo reconhecido como a Vila de Nossa Senhora dos Remédios de Paraty.

A descoberta de ouro no interior das Minas Gerais, no final do século XVII, transformou a Vila de Paraty na porta de entrada para os que, aos milhares, buscavam enriquecer no "eldorado" brasileiro. Seu porto passou a ser então o local de embarque do ouro e pedras preciosas para a cidade do Rio de Janeiro, de onde seguia para Lisboa. Grande quantidade de ouro e riquezas saiu desta vila, protegido por suas muitas fortificações ao longo da baía e por sua milícia; o movimento era intenso com a entrada de tecidos, ferramentas, gêneros alimentícios e escravos para abastecer São Paulo e as minas. A isso se somou a grande produção de aguardente, embarcada para a Europa como aperitivo, levada como dinheiro para a compra de escravos na África e transportada para a minas para "alimentar" os escravos.

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A abertura da nova estrada do Rio de Janeiro para as Minas Gerais, através da Serra dos Órgãos, não causou na vila grande impacto, porque o porto continuava a receber as mercadorias destinadas a São Paulo e ao sul de Minas Gerais.

A partir do início do século XIX, o plantio do café no Vale do Paraíba trouxe novo alento a Paraty como entreposto comercial, com o escoamento da produção cafeeira em seu porto e a entrada dos escravos e bens manufaturados da Europa para o interior, incluindo os itens de luxo para os barões do café. O centro urbano se ampliou e teve seu arruamento e calçamento melhorado; surgiram novas construções, mais elegantes; casas térreas se transformaram em sobrados; e em 1844 a vila foi elevada à condição de cidade.

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Na segunda metade do século XIX a construção da estrada de ferro ligando o Rio de Janeiro a São Paulo através do Vale do Paraíba levou para aquela região a rota do comércio, isolando Paraty e fazendo cessar o movimento do porto. A este fato somou-se a libertação dos escravos que, retirando a mão-de-obra dos engenhos, das fazendas e do porto, fez com que grande parte da população abandonasse a região em busca de futuro mais promissor. Veio então o período de isolamento, em que a viagem de barco - a lancha da carreira – era o único meio de transporte que ligava Paraty ao resto do país, e a conseqüente estagnação e decadência econômica da cidade.

A abertura da estrada Paraty-Cunha na década de 1950 começou a reverter este quadro, com a descoberta da cidade excepcionalmente preservada em sua arquitetura e tradições, seu tombamento pelo estado e pela União, e o início do ciclo do turismo. A construção da Rio-Santos na década de 1970 consolidaria esse novo rumo econômico, e o desafio passou a ser conciliar o desenvolvimento com a preservação do patrimônio material e imaterial e da beleza natural de seu entorno, que atraem os turistas a Paraty.

(Fonte: Paraty Estudante, Diuner Mello)

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